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Justiça prorroga por mais 30 dias prisão da mãe de menino morto em Planalto


Justiça prorroga por mais 30 dias prisão da mãe de menino morto em Planalto




Juíza acolheu pedido da polícia para estender a detenção. Advogados também haviam representado um pedido de soltura na sexta-feira (19).
A juíza Marilene Parizotto Campagna, da comarca de Planalto, no Norte do estado, prorrogou por mais 30 dias a prisão de Alexandra Dougokenski, nesta segunda-feira (22). Suspeita de matar o filho, Rafael Mateus Winques, há cerca de um mês, ela confessou o assassinato, mas alega não ter tido intenção ao administrar um remédio contra a ansiedade para o menino dormir.
A prisão temporária, expedida pela Justiça, terminaria nesta terça (23). A defesa de Alexandra e a Polícia Civil representaram um pedido, na sexta (19).Os advogados reivindicavam a soltura após o período estabelecido e a polícia, a extensão da detenção.
A juíza entendeu que a manutenção da prisão é necessária para que a investigação siga ocorrendo sem prejuízo a provas e testemunhas. A magistrada destacou, ainda, que o endereço de residência da suspeita é o mesmo do crime, o que pode influenciar no andamento do inquérito.
“A prorrogação da prisão temporária da investigada revela-se imprescindível para as investigações do inquérito policial, (…) com a juntada dos laudos periciais pendentes e com a realização das diligências faltantes, pode surgir a necessidade de outras diligências complementares, inclusive oitiva ou reinquirição de testemunhas, que podem ser influenciadas pela investigada, caso posta em liberdade”, explicou na decisão.
Ao G1, o advogado Jean Severo, que representa Alexandra, afirmou que recebeu com tranquilidade a extensão da prisão. Além disso, destacou que a decisão da juíza determina que laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP) sejam anexados ao inquérito. Segundo ele, as perícias podem reforçar a ideia de que a morte foi acidental.
“A magistrada quer que sejam aportados os laudos, assim como a defesa, então vamos aguardar o quanto antes esses laudos. Isso é muito importante”, diz Severo. “Apareceram substâncias, medicamentos na urina do menino. E, se houve morte por asfixia, foi no transporte do corpo, o que comprova que ela nunca teve dolo. A gente acredita que, com isso, consiga finalizar o crime como homicídio culposo”, conclui.
Com a decisão, Alexandra Dougokenski deve permanecer detida na Penitenciária Feminina de Guaíba até 23 de julho. De acordo com a defesa, um novo pedido de liberdade não deve ser feito neste momento. O advogado informou que decidiu aguardar o andamento do processo.
Reconstituição da morte
A reconstituição da morte do menino Rafael Mateus Winques, de 11 anos, aconteceu na noite de quinta-feira (18), em Planalto, no Norte do estado. A reprodução da noite do crime foi conduzida por uma equipe do Instituto Geral de Perícias (IGP) e durou cerca de três horas.
A mãe, Alexandra Dougokenski, refez o caminho como teria feito na noite de 14 e na madrugada de 15 de maio. Policiais levaram objetos em sacos para dentro da casa para reproduzir a cena. O advogado dela, Jean Severo, acompanhou tudo de perto.
Ela passou pelo lado de fora da casa dos vizinhos carregando um boneco, que simulava o corpo do menino, percorreu o lado externo e foi até a garagem onde o corpo foi encontrado.
A presença do irmão mais velho de Rafael, um adolescente de 17 anos, estava confirmada, mas ao longo da noite a Polícia Civil informou que ele não ia mais participar da reconstituição.
“Ele só ouviu, então a versão dele não implica em reprodução porque ele só ouviu, a gente não tem como reproduzir. Desde a meia-noite para frente ouvia passos de pessoas caminhando na casa, ouvia barulho na cozinha, ouvia barulho na porta, viu a luz acender, mas viu pela fresta”, destaca Eibert.
Substância química na urina de Rafael
O delegado Joerberth admitiu que foram encontrados resquícios de um medicamento na urina de Rafael. A perícia avalia, entretanto, se a dose era suficiente para causar a morte do menino ou se ele foi morto por asfixia mecânica, de acordo com o primeiro laudo. O caso segue sendo tratado pela polícia como homicídio doloso, quando há a intenção de matar.
O IGP justifica que a demora na divulgação do laudo, que é contestada pela defesa de Alexandra, se deve a uma demanda muito alta das análises, e que elas envolvem procedimentos um pouco mais demorados.
Relembre o caso
Rafael Mateus Winques foi dado como desaparecido e era procurado desde o dia 15 de maio. Na versão apresentada inicialmente pela mãe, ele havia sumido depois de ir dormir e, na manhã seguinte, não estava mais em casa. Alexandra chegou a dar entrevista à RBS TV pedindo que o filho voltasse para casa.
A residência onde o menino morava com a mãe e o irmão de 17 anos não possuía sinais de arrombamento. No primeiro depoimento, a mãe disse que havia levado uma coberta para o menino antes de dormir, e pensou que ele havia saído pela manhã.
Depois, porém, assumiu a autoria da morte e indicou o local onde havia deixado o menino. O corpo estava enrolado em um lençol, na casa em frente à residência em que a família morava.
A polícia trata o caso como um homicídio doloso.

FONTE: https://nova99.com.br/justica-prorroga-por-mais-30-dias-prisao-da-mae-de-menino-morto-em-planalto/

Publicado em: 23/06/20