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Deputado gaúcho José Otávio Germano é um dos 12 políticos do PP denunciados por Janot ao STF

O deputado federal José Otávio Germano é um dos 12 políticos do Partido Progressista (PP) denunciados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A denúncia foi apresentada no dia 1º de setembro, e a RBS TV em Brasília teve acesso ao conteúdo na terça-feira (5).

Outros cinco políticos do PP do Rio Grande do Sul, que também foram investigados, tiveram os casos arquivados. Segundo Janot, não foram encontrados elementos que comprovassem o envolvimento em irregularidades por parte de Afonso Hamm, Luiz Carlos Heinze, Jerônimo Goergen e Renato Molling, além do ex-deputado Vilson Covatti.

Em entrevista coletiva realizada na sede do PP gaúcho nesta quarta-feira (6), em Porto Alegre, os parlamentares falaram sobre o período em que enfrentaram as suspeitas. Somente Vilson Covatti não compareceu. “Carregamos isso [as investigações], passamos uma eleição assim e agora conseguimos esclarecer tudo”, resumiu o presidente do partido no Rio Grande do Sul, Celso Bernardi. Sobre a denúncia de Germano, ele afirmou que aguarda o desenrolar do caso no STF.

“Achamos isso muito doloroso. Mas é evidente que torcemos que a defesa seja capaz de apresentar a justificativa, espero que ele prove sua inocência”, disse. Celso Bernardi afirmou que não conhece a denúncia contra Germano.

Sobre a possibilidade de afastar Germano dos quadros do partido, Bernardi afirmou que, como ele exerce mandato federal, essa decisão cabe ao diretório nacional do Partido Progressista.

José Otávio Germano teria participado de uma organização criminosa com outros políticos do PP que, segundo a denúncia, pretendia arrecadar propina através de órgãos públicos, como Petrobras, Caixa Econômica Federal, Ministério das Cidades, entre outros. Em propina, eles teriam recebido mais de R$ 380 mil.

“Além disso, os crimes praticados pela organização geraram prejuízo também aos cofres públicos. Nesse sentido, em acórdão lavrado pelo TCU, estimou-se que a atuação cartelizada perante a Petrobras implicou prejuízos à Estatal que podem chegar aos R$ 29 bilhões”, aponta a denúncia.

No esquema, José Otávio Germano participava como integrante do “conselho fiscal”, que auditava a contabilidade de propina do doleiro Alberto Youssef. Além dele, participavam do conselho Pedro Correa (PP-PE), Nelson Meurer (PP-PR), Mario Negromonte (PP-BA), ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC) e deputado Luiz Fernando Faria (PP-MG). Segundo a denúncia, Otávio Germano recebia entre R$ 30 mil a R$ 150 mil em propina.

O deputado ocupou o cargo de presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados e, segundo a denúncia, protegia os empregados da Petrobras e empresários que faziam parte do esquema, já que controlava as decisões da comissão.

“Também se utilizavam [José Otávio Germano e outros políticos do PP] da Comissão para pressionar diretores de empresas quando da dificuldade de receber algum valor. Servia, na estrutura da organização criminosa, coma um ‘batedor’, abrindo espaço em meio aos mecanismos fiscalizatórios da República – no caso, as comissões do Poder Legislativo – para a proteção e o desenvolvimento da estrutura criminosa.”

A denúncia também aponta visitas do deputado gaúcho à Petrobras entre 2007 a 2012, a maioria especificamente ao ex-diretor de abastecimento Paulo Roberto Costa. Na contabilidade informal de Alberto Youssef foram encontrados registros de pagamentos a “Otavio” de R$ 200 mil em três depósitos em 2012.

O inquérito se originou de investigação na Operação Lava Jato, quando planilhas foram encontradas na residência de Paulo Roberto Costa apontando contratos.

“Nas eleições de 2010, recebeu vantagem indevida, disfarçada de doação eleitoral ‘oficial’, em 26/8/2010, no valor de R$ 200.000,00, da empreiteira Queiroz Galvão”, aponta a denúncia. Também foi verificado que, entre 2008 a 2011, José Otávio Germano intermediou o pagamento de propina a Paulo Roberto Costa pela empresa Fidens Engenharia S/A em determinadas licitações da Petrobras.

O advogado do deputado gaúcho, Marcelo Bessa, disse à RBS TV que só vai se pronunciar quando tiver acesso à denúncia. O G1 ainda tenta contato com ele.

Deputado denunciado em abril

Em abril deste ano, José Otávio Germano (PP-RS) e o deputado Luiz Fernando Faria (PP-MG) tinham sido denunciados por Janot por corrupção passiva “qualificada”, ou seja, supostamente praticada de forma conjunta pelos dois parlamentares.

Segundo as investigações, Faria e Germano teriam pago propina de R$ 200 mil ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para retribuir a inclusão da Fidens Engenharia no rol de empresas aptas a participar de grandes contratos da estatal.

Os 12 denunciados

  1. José Otávio Germano (PP-RS)
  2. Mário Silvio Mendes Negromonte (PP-BA)
  3. João Alberto Pizzolatti Júnior (ex-deputado pelo PP-SC)
  4. Nelson Meurer (PP-PR)
  5. Francisco Oswaldo Neves Dornelles
  6. Pedro Henry Neto (ex-deputado pelo PP-MT)
  7. Luiz Fernando Ramos Faria (PP-MG)
  8. Aguinaldo Velloso Borges Ribeiro
  9. Arthur Cesar Pereira de Lira (PP-AL)
  10. Benedito de Lira
  11. Eduardo Henrique da Fonte de Albuquerque
  12. Ciro Nogueira Lima Filho






Foto e link total de:http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/deputado-gaucho-jose-otavio-germano-e-um-dos-12-politicos-do-pp-denunciados-por-janot-ao-stf.ghtml

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