Agora é bom momento para comprar ativos no Brasil por preços baixos, diz gigante da construção chinesa

Em meio à uma onda de investimentos de grupos chineses no Brasil, a gigante da construção civil China Communications Construction Co (CCCC) diz que “agora é um bom momento para as empresas chinesas acelerarem o investimento” no país, e “comprar ativos superiores por um preço baixo”. Desde o ano passado, o grupo já fechou participação em investimentos nas áreas de construção civil e portuária no Brasil.

A avaliação foi feita pelo grupo em nota enviada ao G1. “Embora a economia brasileira tenha declinado nos últimos anos, este ano, no entanto, voltou ao caminho certo após a instabilidade política e a crise financeira, muitos riscos foram controlados de forma adequada, então agora é um bom momento para as empresas chinesas acelerarem o investimento, comprarem os melhores ativos por um preço baixo e cooperar com empresas brasileiras.”

O CCCC é um conglomerado chinês de infraestrutura, equipamentos pesados e serviços de dragagem. A CCCC é um dos maiores grupos de construção do mundo, que faturou 439 bilhões de yuans – cerca de R$ 205 bilhões, no câmbio atual. A carteira de projetos da empresa cresceu 26,8% em 2016, para 1,010 trilhões de yuans, o equivalente a R$ 523 bilhões.

No Brasil, a companhia é dona de 80% da construtora Concremat e já tem projetos em andamento no setor de portos em Santa Catarina e no Maranhão. O grupo afirma que está atento às lacunas na área de infraestrutura do Brasil e que elas são oportunidades.

“Percebemos que alguns fatores impediram o desenvolvimento do Brasil, por exemplo, a infraestrutura logística incompleta, a construção imperfeita de estradas e portos, de modo que haverá um grande potencial para novos investimentos em infraestrutura, especialmente em termos de financiamento setor.”

“O Brasil tem o enorme mercado de construção, o que significa mais oportunidades para as empresas chinesas. Para a CCCC, gostaríamos de participar da construção de infraestrutura, parques industriais, imóveis e outros projetos de investimento”, diz o grupo em nota.

O que já foi fechado e o que está em negociação

O grupo CCCC diz que pretende expandir os investimentos no Brasil, e aponta como possíveis portas de entrada no país as parcerias público-privadas, os financiamentos de projetos para o poder público (em um modelo conhecido como BOT, que significa criar, operar e transferir, na sigla em inglês), participação de capital, fusões e aquisições.

“A CCCC gostaria de juntar-se a empresas e empresas locais, tirando grande vantagem de suas administrações locais para expandir ainda mais o nosso negócio por vários meios, por exemplo, a licitação conjunta, a fusão e a aquisição, etc.”

No fim de agosto, durante sua viagem à China, o presidente Michel Temer assinou um contrato de financiamento com o grupo para a construção do terminal de uso privado no Porto de São Luís.

No ano passado, a CCCC já havia fechado a participação no Terminal de Uso Privado (TUP) de São Luís, porto multicargas da WPR, braço de infraestrutura do grupo WTorre. O sócio chinês receberá um aporte de R$ 400 milhões destinados à construção do projeto. As informações são do relatório anual do Conselho Empresarial Brasil-China.

O grupo também destinou, em 2016, investimentos nas áreas de construção civil e portuária, e acertou a aquisição de 80% do capital da construtora brasileira Concremat Engenharia por R$ 350 milhões.

Na semana passada, o presidente da CCCC para a América do Sul, Chang Yunbo, recebeu em Pequim o governador do Pará, Simão Jatene, que buscava na China interessados em participar de licitação para a construção de uma ferrovia no estado.

O governador do Pará, Simão Jatene, cumprimenta o presidente da CCCC, Chang Yunbo, em Pequim (Foto: Divulgação)

O governador do Pará, Simão Jatene, cumprimenta o presidente da CCCC, Chang Yunbo, em Pequim (Foto: Divulgação)

Em Santa Catarina, segundo o governo do estado, o grupo CCCC, em parceria com o fundo de investimentos Anessa, investirá na construção do Terminal Graneleiro da Babilônia em São Francisco do Sul. O investimento para a construção do terminal é de cerca de R$ 1,6 bilhão. Ainda segundo o governo, o próprio terminal tem como sócio a China National Cereals, Oils and Foodstuffs Corporation (Cofco).

No final do ano passado, a CCCC tinha planos de investir US $ 1 bilhão no médio prazo, segundo relatório do Conselho Empresarial Brasil-China.

No primeiro semestre de 2016, o grupo chinês inaugurou, em São Paulo, o escritório da CCCC South America Regional Company, holding da CCCC criada para cuidar exclusivamente de negócios na América do Sul.







 

 

Fotos e link total de:https://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/agora-e-bom-momento-para-comprar-ativos-no-brasil-por-precos-baixos-diz-gigante-da-construcao-chinesa.ghtml

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