Acusados de agredir homem em frente ao Instituto Lula irão a júri popular

A Justiça de São Paulo decidiu mandar a júri popular os três homens acusados de agredir o empresário Carlos Alberto Bettoni na frente do Instituto Lula, na Zona Sul da capital paulista, no dia 5 de abril.

A vítima, de 56 anos, foi agredida por três apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia em que foi expedido o mandado de prisão contra o líder petista.

A polícia tinha indiciado por lesão corporal dolosa grave: Manoel Eduardo Marinho, ex-vereador de Diadema pelo PT; o filho dele, Leandro Eduardo Marinho; e o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Paulo Cayres. Mas o Ministério Público entendeu que houve tentativa de homicídio com dolo eventual (que é quando essa pessoa não quer o resultado, mas assume o risco de produzi-lo).

A Justiça concordou com os promotores e já determinou que o processo seja enviado a uma vara do júri.

O empresário foi empurrado, bateu a cabeça em um veículo que passava pela rua e desmaiou. Ao recobrar consciência, foi levado a pé ao Hospital São Camilo, que fica na mesma via. Ele sofreu traumatismo craniano, precisou ser operado e ficou 22 dias internado. O empresário teve alta e deixou o Hospital São Camilo, no Ipiranga, Zona Sul, no dia 27 de abril.

O ‘G1′ procurou a advogada de Maninho, mas não obteve retorno. No dia em que foi indiciado, em 9 de abril, ao ser questionado por jornalistas sobre o que ocorreu, o ex-vereador disse que “foi um desentendimento natural” e que a “Justiça vai averiguar”. Ele também afirmou que “só lamenta os fatos”.

A defesa de Paulo Cayres afirma que seu cliente é inocente. “Até o presente momento não foi oferecida qualquer denúncia, sendo que o mesmo se defenderá oportunamente, se a mesma vier a ocorrer”, disse em nota o advogado Vinicius Cascone.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com o filho de Maninho, Leandro.

Fotos e link total de:http://www.verdadegospel.com/acusados-de-agredir-homem-em-frente-ao-instituto-lula-irao-a-juri-popular/