Vasco foi o 1º: MP quer acabar com ligação entre clubes e organizadas

O Ministério Público do Rio de Janeiro quer o afastamento imediato de Eurico Miranda da presidência do Vasco da Gama. Os motivos: a contratação de lideranças da banida organizada Força Jovem para trabalhar como seguranças nos dias de jogos, acobertar conflitos violentos em São Januário e ainda por ceder um camarote do estádio para o uso da organizada. A informação é do jornalista Cosme Rimoli, em seu blog no ‘R7′.

O MP quer a destituição imediata e uma multa de R$ 500 mil.

O Vasco descumpriria artigos do estatuto do torcedor sobre a violência no esporte ao apoiar a Força Jovem e ainda compromete a ação da Polícia Militar em dias de jogos.

O maior exemplo aconteceu no dia do jogo entre Vasco e Flamengo, o integrante da Força Jovem, Sidnei da Silva Andrade, conhecido como “Tindô”, foi contratado pelo clube para trabalhar como “Steward”, com crachá do Vasco e colete refletivo. Ficou responsável pelo “Portão 09” do estádio, principal entrada das torcidas organizadas do clube.

Os auditores garantem que Tindô não estava lá por acaso. E contribuiu para o caos que aconteceu após o jogo. Com direito a bombas, pedras e paus disparados pela torcida vascaína contra torcedores flamenguistas, policiais e jornalistas, naquela noite. A confusão terminou com a morte do vascaíno David Rocha Lopes, baleado.

O Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) identificou pelo menos dois membros da organizada a serviço do clube em dias de jogos em São Januário. Sidney da Silva, o “Tindô”, e Rodrigo Granja ao clube.

Eurico afirmou que a denúncia é absurda e motivada por interesses pessoais. A Torcida Jovem, maior organizada cruz-maltina, garantiu que não tem vínculo com o clube e negou que seja dona de camarote no estádio.

O Vasco emitiu uma nota oficial repudiando as acusações.

Alcance nacional

O que o Ministério Público do Rio de Janeiro fez foi uma mostra do que deverá acontecer em todo o país. Os auditores finalmente resolveram investigar de verdade a relação íntima entre alguns dirigentes e membros de organizadas. Usando como escudo o estatuto do torcedor.

O MP paulista, por exemplo, quis criar um documento no qual os dirigentes dos quatro clubes grandes se comprometeriam a não dar um centavo para qualquer organizadas. Nem ceder lugar no estádio, ou emprestar ônibus, nem mesmo no Carnaval.

Não houve acordo e Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos não assinaram.

E a relação das organizadas entre os clubes segue firme. Como, por exemplo, a reunião que aconteceu no CCT do São Paulo, quando Dorival e seus jogadores, tiveram de dar satisfação às organizadas. Por ordem do presidente Leco.

“Se você não controla as organizadas, não controla o clube. Foram elas que me derrubaram do Corinthians”, já disse o ex-presidente Alberto Dualib, ao deixar o Parque São Jorge, em 2007.

No seu lugar, assumiu Andrés Sanchez, fundador da Pavilhão Nove, organizada corintiana que leva o nome do pavilhão mais violento do extinto presídio Carandiru.

Só faltava o Ministério Público dar o primeiro passo para terminar esse vínculo e pelo visto o passo foi dado no Rio de Janeiro.

Este conteúdo é originário total de:http://www.verdadegospel.com/vasco-foi-o-1o-mp-quer-acabar-com-ligacao-entre-clubes-e-organizadas/

Gostou? Deixe seu comentário!

Compartilhe seu comentário no Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© Copyright - 2014-2017 Rádio Nova99,3 Iguaçu Fm. Santiago RS. Direitos Reservado. Designer Sttill Mag Jhonson Bravo.